R$ 50 para 2: onde comer bem e barato em quatro bairros de Salvador
Comida deliciosa, com preço justo, num lugar agradável: tá aí uma combinação que sempre foi rara. E cada vez mais difícil, é verdade. Mas impossível nunca foi. Para fazer esta rota, que é praticamente um serviço público para quem quer comer bem e pagar pouco, a equipe do BAZAR foi às ruas.

Da Pituba a São Caetano, de Nazaré ao bairro de Tancredo Neves. Há boas opções para objetivos diversos. Tem para quem quer impressionar um(a) paquera, levar a família no fim de semana, fazer uma gracinha pros amigos ou dar aquela pausa merecida no trabalho. Delicie-se com cerca de R$50.

Di Lucca

Pequeno por fora e por dentro, o Di Lucca abriga até 28 pessoas com clima intimista, com direito a fitas no teto e toalha xadrez. O cardápio fica num quadro de giz na parede. Quase todos os pratos são para dois e dá para escolher, por exemplo, entre a Parmegiana (R$45 a de carne, R$41 a de frango e R$36 a de berinjela) e o Polpetone, um disco de carne com queijo dentro (R$48). Ambos vêm com talharim al dente.

A própria massa, artesanal, com molho bolonhesa (carne moída) sai a R$40. Uma lata de refrigerante custa R$4,80 e uma taça de vinho, R$9. “Não cobramos taxa de rolha (pode levar seu vinho sem pagar) nem10% na conta. A gorjeta é opcional, dada diretamente ao garçom”, diz o chef Lucas Presas, que abriu o restaurante há 3 anos.

Vai lá: Rua Minas Gerais, 339, Pituba. Funciona de segunda a domingo para almoço e de terça a sábado para jantar. Aceita crédito, débito, Sodexo e Visa Vale. Telefone: (71) 4141-4341

La Celestrina

Superescondido em Tancredo Neves (não tem nem placa). O nome soa italiano (ou espanhol), mas veio daqui mesmo. Mais especificamente da avó do chef Osmar Santos, dona Celestrina. Só que o cardápio tá na sintonia gringa. É o caso do penne à matriciana (com molho de tomate, bacon e pimenta): R$20,90, o prato individual. E do espaguete à carbonara (bacon, ovo, parmesão e creme de leite): R$20,90, também para um.

Já o filé liberiano não tem nada a ver como país africano: mistura medalhão de filé enrolado com bacon, molho madeira, jabuticaba e risoto de açafrão, por R$26,90. Chique, né? “Vi o Boca de Galinha fazendo sucesso em Plataforma e pensei: onde tem comida boa, o pessoal vai. Abri o restaurante na minha casa. Trabalham o seu, minha mulher e um primo. Com essas reduções de custos, consigo fazer pratos sofisticados e cobrar barato”, diz Osmar, que já trabalhou como cozinheiro no Mistura, Bella Napoli e foi chef no La Figa.

Vai lá: Rua São Paulo, 73, Tancredo Neves. De 3ª a 6ª, a partir das 18h. Sábado e domingo, a partir do meio-dia. Aceita débito e crédito.Telefone:(71)3306-8325 e 98833-6518.

Jô da Bahia

Jomar Carlos dos Santos Garcia, 44 anos, ganhou o apelido de Jô da Bahia em 1997, dado por Ana Maria Braga, ao vivo, na TV. Ele começou a trabalhar com comida aos 15 anos. Mas o negócio está no sangue há muito mais tempo que isso. “Minha mãe era quituteira e tinha um restaurante em Ondina. Meu bisavô era chef do Hotel Palace e minha avó tinha uma barraca no Mercado Modelo. Sempre fomos uma família de cozinha. Cresci educado para vivenciar a culinária”, conta Jô.

Arte essa que ele vem praticando há mais de 10 anos no boteco/bistrô que leva seu nome e tem capacidade para receber até 12 pessoas. Fica no bairro de São Caetano. Lá, com R$55, duas pessoas comem uma moqueca de peixe com ervas, arroz e farofa. Uma massa com molho de calabresa (flambada com conhaque e queijo provolone) sai a R$45. Mas só terças e quartas-feiras. Um escondidinho com carne de sol, vinagrete e purê de aipim fica por R$55, só às sextas. “Gosto de criar, então fiz isso para não ter que ficar cozinhando as mesmas coisas todo dia”, explica Jô.

Vai lá: Rua Professor Francisco Góes Calmon, 50, São Caetano (próximo à quarta delegacia e à Farmácia São Paulo). O funcionamento varia. Geralmente, vai de terça a sexta-feira, começando às 18h, e sábado a partir de meio-dia. Mas é bom ligar para Jô e combinar antes (71 98878-7072, 99165-8795 e 3259-7929). No face: /jodabahia. Pagamento só em dinheiro.

LaCucina

Marcelo Gomes, 49, já trabalhou em restaurantes de renome em Salvador, como o Trapiche Adelaide, Soho, Bistrot du Vine o do Yacht Clube. Foi maitre, garçom, sommelier… Até que, há dois anos, resolveu abrir o próprio restaurante, o La Cucina. Chamou um ex-colega para comandar as panelas e se jogou junto. Começou no espaço de uma garagem na Rua Djalma Dutra, onde cabiam 30 pessoas. Atualmente ocupa uma casa ampla com vista para o Dique do Tororó.

Tem capacidade para 100 clientes com direito a árvore no quintal e tudo. “Evoluímos, mas continuamos simples. Como nosso custo é menor, dá para fazer pratos com a mesma qualidade de restaurantes renomados por até a metade do preço”, conta Marcelo. E ele não mentiu. Pelo menos nas delícias que provei. O nhoque com ragu de filé e calabresa sai a R$27. O fettucine com tiras de salmão, molho pesto e mussarela de búfala fica por R$29. Os pratos são individuais e bem servidos. “O peso varia entre 400 e 500 gramas”, informa ele. Uma lata de refrigerante custa R$3,90 e um suco R$5.

Vai lá: Rua Boulevard América, 755, Jardim Baiano. Funciona todos os dias para almoço (12h-16h) e pro jantar de quarta a sábado (19h até o último cliente). Aceita crédito, débito, Sodexo e Visa-vale. Telefone: 71 3013-8717. No insta: @lacucinaalimentos.

Hotel Pirâmide